Para alguns, o mal é necessário para o crescimento moral e espiritual e o mundo é melhor com o crescimento moral e espiritual do que sem ele. As virtudes só são possíveis se houver mal (natural e moral) a que reagir e que corrigir. Não podemos ser corajosos se não houver perigos para enfrentar e não podemos fazer caridade se as pessoas não tiverem necessidades.É quase como a descrição do mundo como o "Vale onde se fazem almas" do poeta John Keats. "não vês"- perguntava ele- "quão necessário é um Mundo de Dores e problemas para educar uma inteligência e fazer dela uma alma!"
A necessidade de nos tornarmos bons justificará realmente o mal? Para o filósofo americano John Hick, uma pessoa que se tornou boa por enfrentar e lidar com o mal "é boa num sentido mais rico e valioso" do que alguém que nasce bom. Resumindo não há ganho sem esforço.
Esta teodiceia só funciona se todo o mal levar ao crescimento espiritual, o que não parece verdade. Muitas pessoas sofrem imenso, de um modo que lhes despedaça o espírito, como as crianças que nunca se refazem de terem sido abusadas. Outras sofrem no fim da vida, quando têm pouco tempo para se desenvolverem mais, e alguns crescem espiritualmente e não sofrem muito. E há aquelas que morrem jovens, sem terem oportunidade de crescimento espiritual. Uma das respostas é que o sofrimento dessas pessoas nos ajuda a nós também.
Richard Swinburne defende que se o mal fosse previsível, correspondesse na perfeição à necessidade de crescimento, a fé e a esperança nunca se desenvolveriam. Estas virtudes requerem um nível considerável de impresivisibilidade , pois se o mal tivesse um padrão racional, não precisaríamos delas. Continuamos a poder perguntar porque razão a bondade não poderia crescer com mal menores; e que propósito servirão milhões de anos de sofrimento animal ( supondo que o animais não crescem espiritualmente).
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