quarta-feira, 2 de junho de 2010

Para a Diana

É difícil falar de relações. Relações em que as pessoas não conseguem ser quem são, e avançam para a hipótese aparentemente mais fácil que é serem o que os outros esperam delas.
E nessa tentativa de responder ao que esperam de si, a alma vai minguando, desiludida e triste, pois assim não pode mais se exercer na sua maior maturidade, ânsia de qualquer alma.
Cada encarnação é uma oportunidade da alma se manifestar.
Quando as relações te propõem deixares de ser quem és e tu aceitas, quando as relações, seja com quem for, maridos esposas, pais e filhos ou mesmo de cariz profissional, quando as relações te propõem empenhares a tua alma, quem vieste à Terra ser, em prol de desejos mesquinhos e manipulação psíquica, então esse ser ou seres que partilham a vida contigo não te conseguem "ver". Não conseguem ver a tua alma.
Ou porque não sabem, ou porque não querem, ou , pior, porque tu próprio não vês e aceitas essa situação. A culpa não é deles, a culpa não é tua, não existe culpa mas existe responsabilidade, e essa é só tua, de não abandonares a tua alma no meio do caminho.
A tua alma é a tua Luz.
A tua alma é a tua vida.
E depende de ti orientares essas relações, colocares limites, aprenderes a dizer não, aprenderes a dizer não sei, não posso, não tenho. Aprenderes a interiorizar, a olhar para dentro de ti própria e procurar a tua lógica. Procurar as tuas opções, as tuas próprias opiniões e a tua escolha. Aprenderes a ser e a partilhares o que és com os outros.
E, fundamentalmente, respeitares o que os outros são e escolhem até ao mais ínfimo pormenor.
E só nessa altura estarás em contacto com essa força oculta, imensa que, quando a conheceres bem, vais habituar- te a chamá-la de Luz.

Alexandra Solnado
in O Livro da Luz

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