sexta-feira, 9 de abril de 2010

À procura de nós...

Toda a vida o ser humano procura o seu par ideal, aquela mulher ou homem perfeito, adequado ás nossas ideias, que nos traz a felicidade ao coração e está lá sempre que precisamos. Aquilo a que gostamos de chamar o príncipe/princesa encantada. Quando encontramos essa pessoa, pensamos no que poderá acontecer. Quando algo acontece, começamos a fazer os nossos planos, a sonhar cada vez mais e a afastar-nos da realidade. Quando damos por nós essa relação acabou, ficamos sós, e amargurados e pomos as culpas em quem nos deixou sozinhas, ou quem nos fez acabar a relação por não sermos compreendidos. Novamente o ciclo recomeça: a busca do nosso amor. Como o mundo está obcecado com este ideal, com o ritual por todos desejado, o viver junto, o casamento e o "foram felizes para sempre".
Se existe tanta procura, porque é que continuamos sozinhos? Existe pequenos pormenores nessa maravilhosa relação que nos esquecemos: Uma relação é feita a dois, logo para essa equação dar certa, não podemos fazê-la sem o denominador comum, o nosso par. Estamos tão loucos para arranjar casamento e com que tudo seja perfeito que esquecemo-nos que ele existe!É com ele que mantemos uma relação, não com os nossos sonhos!
E quando digo para pensarem no nosso par, não digo encherem as suas cabeças de ideias loucas e súbitas, pois ele também tem pés para andar, também ele tem os seus sonhos. Cada um de nós anda a velocidade diferentes, por isso, lembrem-se de andar á vossa velocidade, mas se ele não vos acompanha e tenta apanhar-vos, andem mais devagar. Mas nunca parar, porque o parar é quando uma relação não sabe avançar, não tem futuro. É como uma língua que deixa de ser falada. Morre.
Reparem o porquê de tantos divórcios. Cada um anda á sua velocidade, depois de um casamento apressado pelas ideias soltas de cada um, só para ficar bem na fotografia de família, porque é "tradição".
Aprendi isto por experiência própria. Vou deixar-me andar à minha velocidade, sem pensar nas últimas "modas" do mundo. Vou continuar sozinha.
Sozinhos aprendemos a conhecer-nos, a saber repôr e a organizar as nossas ideias, a aprender que não precisamos de um par para ser felizes. Assim, quando ele aparecer, eu saberei que é ele, pois andará á mesma velocidade que eu, com os passos coordenados com os meus, como numa dança coreografada, onde o nosso coração aprende a bater pela pessoa certa.

Dedicado a quem arranja sempre forças para continuar...

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